O campo é o momento central da metodologia e a instância em que a teoria encontra a realidade, e os fenômenos antes apenas descritos em fotos, vídeos e livros didáticos são vivenciados, sentidos e investigados diretamente.
É nessa etapa que o educando tem contato com o espaço geográfico como sala de aula. O professor conduz o grupo pelos pontos do roteiro, estimula a observação crítica, promove discussões coletivas e orienta os registros sejam eles anotações no caderno de campo, fotografias, croquis, esboços ou entrevistas.
Mais do que ver, o objetivo é interpretar. O campo propicia ao estudante relacionar o que aprendeu em sala de aula com o que observa no espaço, compreendendo as relações históricas, sociais, econômicas e ambientais que produziram aquele lugar. Como aponta Serpa (2006), o trabalho de campo deve ser baseado na totalidade do espaço, articulando seus elementos físicos e humanos em um mundo fragmentado, mas cada vez mais articulado.
Essa experiência também promove vínculos entre os participantes. A dinâmica de grupo se transforma no campo: a comunicação se torna mais leve, o diálogo mais fluido, e os estudantes passam a colaborar uns com os outros de maneiras que raramente aparecem na sala de aula convencional.